O Instituto Sidarta se organiza em frentes de trabalho dedicadas a desenvolver e explorar novas abordagens de ensino. Cada um dos nossos programas atua por meio de cursos e formações desenvolvidas para apoiar profissionais de Educação no seu dia a dia, tanto no chão da escola, quanto na gestão de instituições redes de ensino; além de desenvolver materiais e publicações que sistematizam e apoiam o compartilhamento das tecnologias educacionais desenvolvidas por nossas equipes. Atualmente, temos 4 programas em atividade:

Ciência das Linguagens

A frente de Ciência das Linguagens tem como principal objetivo discutir, pesquisar e aplicar práticas docentes no ensino de línguas e linguagens. Com base  em referenciais teóricas das áreas de Linguística Aplicada, Letras e Educação, a abordagem propicia a atualização e o aprofundamento nos conhecimentos da área de Linguagens e suas Tecnologias, ao mesmo tempo em que promove uma nova mentalidade de ensino mais múltipla, equitativa e apropriada para os alunos do século XXI.

Mais especificamente no ensino de línguas, a abordagem parte de algumas diretrizes: do ensino para além da gramática; da integração das quatro práticas de linguagem (oralidade, leitura, produção de textos e conhecimentos e análise linguística),  da revisão da escolarização de textos, deixando de usá-los como pretexto e tornando-o ponto central da aprendizagem (ensino contextualizado), da elaboração de sequências didáticas e de projetos a partir dos gêneros, da promoção do ensino de línguas como interação, ou seja, ferramenta para a aprendizagem das linguagens verbais oral e escrita, e como potência por meio da sua integração com outras linguagens (visual, corporal, matemática, emocional etc.).

No Colégio Sidarta, a frente trabalha com a atualização curricular da área de Língua Portuguesa, em parceria com a área de Línguas Adicionais, e na formação continuada tanto das equipes de docentes polivalentes como especialistas. Já na seara da formação continuada, a frente atua por meio do Laboratório de Língua Portuguesa, o LabLP, com encontros formativos, acompanhamentos pedagógicos e criação de redes de apoio para incentivar  a aplicação práticas das propostas; a criação e a testagem de recursos didáticos elaborados a partir das diretrizes da frente; o compartilhamento de experiências em sala de aula. Sua abordagem foca nos gêneros do discurso e integração das quatro práticas da linguagem (oralidade, leitura, produção de textos e análise linguística), previstas na Base Nacional Comum Curricular (BNCC).

Mentalidades Matemáticas

A abordagem Mentalidades Matemáticas propõe uma matemática equitativa, mais aberta, criativa e visual, que promove maior engajamento de alunos e alunas com a disciplina, apoiando o desenvolvimento de comunidades de aprendizagem nas quais todo mundo pode aprender matemática em altos níveis. A abordagem tem como base os estudos da professora e pesquisadora Jo Boaler, da Universidade de Stanford, e a estratégia de trabalho em grupos colaborativos desenvolvida pelas pesquisadoras Rachel Lotan e Elizabeth Cohen, da mesma universidade.

Criado pelo Instituto Sidarta em parceria com o Centro Youcubed de Pesquisas, também de Stanford, o programa Mentalidades Matemáticas tem como objetivo disseminar a abordagem pelo Brasil, proporcionando uma base de conhecimentos práticos e acadêmicos sobre a matemática para todas as pessoas que ensinam a disciplina. Através de cursos, formações, atividades para a sala de aula, oficinas práticas e eventos, o programa equipa docentes para responder com eficácia às necessidades dos mais diversos estudantes, criando, assim, as condições para a melhoria dos indicadores de aprendizagem da Matemática no país.

Desde 2016, o programa já formou mais de 17 mil docentes e alcançou cerca de 1.6 milhão de estudantes nas 5 regiões do país! Confira o vídeo ao lado e conheça uma das tecnologias educacionais desenvolvidas pela equipe MM, o Curso de Férias.

Tecnologias

Muito se fala da importância de estimular em crianças e jovens uma relação mais saudável com as novas tecnologias. Mas, de qual tecnologia estamos falando? Para nós, do Instituto Sidarta, a tecnologia é representada por tudo o que a espécie humana produz de artefatos para se adaptar e se relacionar com o mundo à sua volta - do lápis à inteligência artificial. Mais do que aprender a usá-las, a frente de Tecnologias do Sidarta promove experimentações, com reflexões teóricas e práticas, que possibilitam os estudantes a entender a lógica de construção destas ferramentas. Neste processo, novos conteúdos surgem como uma necessidade para os aprendizes e, quando trabalhados dentro de um contexto significativo, consolidam o aprendizado de forma mais profunda.

No Colégio Sidarta, a frente de Tecnologias atua por meio do Laboratório de Inovação Social Sidarta,  nossa iniciativa de aprendizagem baseada em projetos, conectada às disciplinas conhecidas pela sigla STEM: Ciências, Tecnologias, Engenharia e Matemática. No LISS, estudantes do 6º ao 9º ano são desafiados a criar soluções para problemas do mundo real e contam com a mentoria da comunidade Sidarta, além do apoio de empresas e universidades parceiras, nesta jornada. Já no Ensino Médio, o tema é desenvolvido em parceria com outras instituições de ensino, como o Instituto de Tecnologia e Liderança (Inteli).

A frente também oferece formações como a realizada em parceria com a Fundação Filhos de Buda. Em encontros regulares que reúnem alunos da rede pública da região de Cotia, SP, no contraturno escolar, são propostos projetos ligados à Mecânica, à Elétrica, à Eletrônica e à Robótica, sempre com a meta de promover a cidadania tecnológica.

O programa atua ainda com a produção de materiais didáticos como o criativaMENTE, uma jornada que propõe a construção de 8 projetos conectados às áreas da Mecânica, Elétrica, Geração de Energia, Eletromagnetismo, Eletrônica e Robótica. A ideia  é que os estudantes desenvolvam cada projeto de forma autônoma, de tal forma a despertar sua curiosidade, estimular a sua criatividade e desenvolver sua identidade como criadores de tecnologias.

Educar para Além do Óbvio

Desde 2022, o programa apoia educadores e educadoras a se desenvolverem como pesquisadores do processo de ensino e aprendizagem. A partir de uma pergunta genuína sobre a sua própria prática docente e sobre a aprendizagem dos seus alunos, o programa apoia o professor-pesquisador na elaboração de um plano de ação e na coleta de evidências para buscar possíveis reflexões e possibilidades para responder à pergunta norteadora.

O programa se baseia em quatro pilares: ressignificar o papel do professor, incentivando uma postura menos transmissora e mais reflexiva; aproximar a teoria acadêmica da prática docente; fortalecer a coleta e análise de dados para embasar o ensino; e promover o compartilhamento entre educadores, valorizando suas experiências e ampliando a troca de conhecimento.

O Educar para Além do Óbvio acontece por meio de edições anuais que se dividem em 4 momentos: inscrição da proposta a partir de uma pergunta, que conta com uma devolutiva para avaliar essa proposta e ajudar a traçar o plano de ação ou de coleta de evidências; roda de conversa na qual os participantes são agrupados para discussões em mesas temáticas ou mesas disciplinares; encontro aberto em que as reflexões de cada educador são compartilhadas com a comunidade Sidarta e com o público externo; e, por fim, uma publicação que reúne os relatos de experiências construídos por cada um dos participantes e alguns artigos sobre a área de educação.

Educar para Além do Óbvio