Nas primeiras semanas de janeiro, educadores do Colégio Sidarta participaram da Formação Pedagógica 2026. A iniciativa marcou a abertura do ano letivo com uma agenda voltada ao desenvolvimento profissional, à reflexão coletiva e ao planejamento das ações educacionais.
Mais do que preparar a equipe para o novo ciclo, o encontro reafirmou o papel do Colégio como escola de aplicação dos projetos desenvolvidos pelo Instituto — um espaço em que pesquisas, abordagens e propostas formativas ganham concretude, são avaliadas e continuamente aprimoradas a partir da prática.

Formação que articula teoria e prática
Ao longo da programação, a equipe pedagógica participou de encontros com especialistas, oficinas e momentos de estudo colaborativo. As atividades reforçaram uma das premissas centrais do Instituto: ressignificar o papel do educador na perspectiva de torná-lo mais reflexivo sobre suas propostas didáticas de ensino. Ao estruturar espaços de estudo e planejamento conjunto, a formação contribuiu para consolidar uma cultura de investigação e de troca de experiências.
“A formação pedagógica é essencial, especialmente em um contexto em que a informação circula de forma cada vez mais rápida e exponencial. Mais do que transmitir conteúdos de maneira linear, o objetivo é proporcionar experiências em que os educadores vivenciem o mesmo percurso dos estudantes: entrar em contato com os temas, dialogar com os pares, construir estratégias e refletir sobre os desafios de cada abordagem, planejando sua aplicação ao longo do ano letivo”, afirmou Cida Schleier, diretora do Colégio Sidarta.
Aprofundamento nas frentes de atuação do Instituto
Entre os destaques da formação pedagógica, esteve o aprofundamento na abordagem Mentalidades Matemáticas, aplicada no Brasil pelo Instituto Sidarta em parceria com o Centro de Pesquisas Youcubed, da Universidade de Stanford. A abordagem MM amplia a compreensão sobre o ensino de Matemática, incentivando práticas investigativas, criativas e equitativas. A exibição do documentário Counted Out ampliou a discussão sobre o papel da matemática na formação cidadã.
Outro eixo relevante foi a formação da frente de Ciências das Linguagens, com foco na progressão da Língua Portuguesa ao longo do currículo e nas habilidades esperadas para cada etapa de escolaridade. O aprofundamento conceitual subsidiou o planejamento das ações do ano, fortalecendo a conexão entre fundamentos teóricos e encaminhamentos práticos.
Inclusão e desenvolvimento profissional: Libras, DUA e EPE
A formação também priorizou o desenvolvimento da equipe em práticas inclusivas. O encontro sobre Libras integrou as atividades como parte do compromisso com a acessibilidade no ambiente escolar.

As discussões sobre Desenho Universal para a Aprendizagem (DUA) ampliaram o repertório de estratégias para planejar experiências que contemplem diferentes modos de aprender, favorecendo maior participação e engajamento dos estudantes. A programação incluiu ainda momentos dedicados ao Ensino para Equidade (EpE), um dos pilares da proposta pedagógica do Sidarta.
Letramento sobre futuros: educação em diálogo com o amanhã
A oficina de letramento sobre futuros convidou os educadores a refletirem sobre cenários possíveis e desejáveis para a educação e para a sociedade. A dinâmica estimulou o pensamento prospectivo como ferramenta, apoiando a construção de experiências de aprendizagem alinhadas aos desafios contemporâneos.
Ao incorporar essa perspectiva, a oficina ressaltou a importância de preparar estudantes não apenas para responder às demandas do presente, mas para atuar de forma crítica e criativa na construção de novos caminhos.
Planejamento por ciclos e articulação institucional
Na etapa final da formação pedagógica, os educadores se dedicaram ao planejamento por ciclos de ensino, organizando as ações nas áreas de Linguagens, Ciências da Natureza e Ciências Humanas.

Como um todo, o processo evidenciou a articulação entre formação continuada, pesquisa aplicada e prática pedagógica, enfocando a qualificação docente e a produção de conhecimento a partir da experiência concreta da escola.
“As semanas de formação são essenciais, especialmente em uma escola como o Sidarta, que tem um jeito único de pensar a educação. As dinâmicas reforçaram a visão de uma educação de piso baixo e teto alto, em que todos podem aprender em alto nível. Levo desses dias, sobretudo, essa visão Sidarta de educar — uma forma que, além de apaixonante, realmente transforma as pessoas e o mundo ao redor”, comentou Carla Azevedo, professora de Ciências do Colégio.
